domingo, 10 de março de 2013

Culinária Local - Veneza

Em Veneza não tivemos tempo de provar muita coisa, até porque quando chegamos estava tendo uma tempestade de neve e ficamos no hotel mesmo. Chegamos mortos de fome e como é inverno lá o restaurante do hotel estava fechado, mas mesmo assim a recepcionista pediu para que o cozinheiro preparasse algo pra gente, já que não tinha condições de sair de lá com aquela tempestade. Nos ofereceram o prato mais tradicional de Veneza, que é spaghetti com frutos do mar (marisco e vôngole/berbigão), que como eu já expliquei no último post, lá eles chamam de macarrão com peixe, não tenho ideia do porquê.


Eu achei uma delícia. O tempero era incrível, levemente apimentado. Já vi o pessoal que eu conheço daqui que já comeram o spaghetti com frutos do mar ou até mesmo a paella espanhola reclamarem que acham chato ter que ficar tirando as conchas. Realmente leva mais tempo pra comer e um pouco mais de trabalho, mas no fim não dá tanto trabalho assim e o prato fica bem bonito, mas eu ainda prefiro quando faço em casa tirar as conchas antes mesmo.

Um detalhe é que na Itália eles sempre servem pão junto com os pratos. Esses pães eles normalmente cobram a parte por eles! Diferente de Paris, que os pães não eram cobrados (pelo menos não foram em nenhum lugar que fomos).


Só no dia seguinte fomos conhecer a cidade realmente e almoçar perto da Praça de São Marcos (a praça mais famosa da cidade e onde acontecem as competições de fantasias de carnaval), já que o primeiro dia foi meio perdido devido a tempestade. Era carnaval e estava cheio de turistas. Pedimos a opção do dia, com primeiro, segundo prato e sobremesa. Olha eu pedindo de novo spaghetti com frutos do mar! Esse era com mariscos, sem vôngole. Adorei.


Já o Marcos pediu uma entrada de sardinha com cebola que ele não gostou muito, achou que o tempero era estranho, meio doce e com muito limão.


O segundo prato foi lula a milanesa. Bem sequinha e crocante, uma delícia.


Na sobremesa pedimos um pudinzinho de baunilha, que parecia com nosso tradicional pudim de baunilha, mas não era muito bom.

A noite fomos de novo comer perto da praça de São Marcos. Dessa vez pedi um nhoque, já que eu adoro nhoque e já estávamos nos despedindo da Itália. Era nhoque aos quatro queijos, mas mais parecia só um molho branco meio insosso. O nhoque em si tinha uma boa textura, não era desses que grudam no céu da boca.


O Marcos pediu um linguado a belle meuniere, já que Veneza é o lugar certo pra comer comidas do mar. Eu achei que tava lindo, mas infelizmente ele não gostou do peixe, pois exageraram no limão. Provei e tive que concordar. Acho que valia mais a pena continuar no spaghetti com mariscos e vôngoles de sempre... Como o peixe tinha pouca carne (era mais pele e espinhas) ele acabou pedindo uma pizza de camarões que eu até esqueci de tirar foto, mas estava realmente gostosa!


Ficamos pouco tempo em Veneza (dois dias), mas foi o bastante para conhecer tudo. Eu acho que não conseguiria me acostumar com o estilo de vida da cidade. A ideia de ter que pegar barcos/lanchas para se locomover me deixou um pouco assustada, mas a cidade é realmente linda, principalmente no carnaval. E eu não achei a cidade fedida, não, como muitos dizem, pode ser porque era inverno. É isso, tchau Itália, olá Alemanha!

Up: dei uma pesquisada sobre as cascas dos mariscos e vôngoles. Não são retirados, pois dizem que grande parte do sabor está nas cascas.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Culinária Local - Florença

Se tem uma coisa que identifica a culinária em Florença eu nem preciso pensar duas vezes pra dizer que é com certeza MUITA comida. Em qualquer lugar que a gente fosse sempre vinha bastante comida mesmo. Se você entrar na onda deles de comer à maneira de Florença vai ter que pedir o primeiro prato que é de massa, que já é uma refeição completa, mais o prato de carnes, também bem grande e ainda a sobremesa. Em todos os restaurantes havia uma combinação do dia.

Primeiro dia fomos no restaurante "da Guido", por indicação de umas moças que conhecemos em Roma. Gente, é sério, é MUITA comida. Pedimos a sugestão do dia, que era um pratão de spaghetti carbonara, um pratão de carne grelhada com lascas de queijo por cima e a sobremesa, que eu escolhi uma panna cotta e o Marcos torta de chocolate com sorvete. O spaghetti era gostoso e a carne simplesmente uma delícia, uma pena, mas eu simplesmente não aguentei comer a carne toda, era comida demais, já o Marcos comeu tudo firme e forte.



A sobremesa eu não gostei muito, pra falar a verdade. A panna cotta tinha uma casca grossa e seca em volta que não me apeteceu. Ainda assim o resto compensou e a torta de chocolate do Marcos era uma delícia. A comida de Florença era com certeza muito melhor que a de Roma!



A noite ainda estávamos sem fome devido a fartura do almoço, então só fomos em um café comer um lanche. Eu pedi a clássica Mozzarella in Carrozza. É que nem a nossa coxinha, só que na Itália. É um sanduíche de mozzarella empanado e frito.


Dia seguinte fomos a um restaurante perto da Ponte Vecchio (uma ponte famosa da cidade, que só passam pessoas e tem milhares de lojas de jóias). A gente pediu e comida e demorou muuuito, então o moço que parecia ser o dono nos ofereceu uma entrada por conta da casa se desculpando pela demora. Era um prato com presunto de parma e mozzarella de búfala. Como presunto de parma não me agrada muito provei apenas a mozzarella. E o moço está perdoado! Porque foi a melhor mozzarella de búfala que já provei na vida! Muito melhor que as que tem pra vender aqui no Brasil, que são até meio sem gosto.


Depois vieram os pratos. Eu pedi um penne a bolognesa que estava uma delícia e o Marcos pediu uma carne que parecia um tartare de carne com alguma coisa em cima que eu não tenho a menor ideia. Ele parece ter gostado.



Na janta fomos no Hard Rock Café. Eu pedi uma pizza de queijos com ervas. Até que era boazinha.


O Marcos, obvio, pediu carne. O prato dele tava lindo, me deu inveja. Provei o purê de batata e era uma delícia.


No nosso último almoço em Florença procuramos por algum lugar que tivesse comida mais caseira, mas isso é praticamente impossível de se conseguir achar na Itália, por incrível que pareça. O lugar que estávamos procurando e que o pessoal falava muito bem estava fechado quando chegamos, então acabamos indo em um que ficava do lado. O atendimento era péssimo, já tradicional atendimento italiano (italianos, não se ofendam, eu também sou italiana, mas convenhamos que são uns ogros). Passaram gente na nossa frente e nos colocaram sentados na mesma mesa que outro casal. Eu ficaria no mínimo satisfeita se a comida fosse ótima, mas não era. Pedi uma lasanha a bolognesa que era ridícula de sem graça e o único gosto que dava pra sentir no meio daquele monte de gosto de nada não agradava.


O Marcos pediu uma massa com alguma carne (eu acho que era cordeiro) que ele comeu sem muita cara de satisfação.


A tarde fomos em um café e eu pedi um bolo de chocolate com recheio de damasco que era bem agradável e o Marcos comeu um doce que parecia uma bomba de creme que era muito boa também.



A noite jantamos em um restaurante perto do hotel mesmo, pois estávamos cansados e na manhã seguinte já iríamos embora. Eu pedi spaghetti com frutos do mar (mal sabia eu que seria a coisa que eu mais ia ver em Veneza) que achei bem gostoso, já que eu adoro frutos do mar. Aliás, na Itália sempre que pedíamos frutos do mar era mariscos e vôngoles ou só marisco. Agora o mais engraçado era quando dizia no cardápio "pasta with fish" (massa com peixe) nunca era com peixe! Era sempre com frutos do mar. Vai entender!


O Marcos também pediu frutos do mar, mas em vez de massa ele pediu risoto. Parecia ótimo.


Conclusão? A comida em Florença é incomparavelmente melhor que em Roma, mas com certeza já comi coisas muito melhores em restaurantes italianos no Brasil. Obvio que ainda assim vale a pena experimentar a culinária na Itália, afinal a gente consegue entender a origem dos pratos aqui no Brasil e entende um pouco da cultura deles. Ah sim, as massas e risotos com frutos do mar SEMPRE vem com as conchas, você quem tem que tirar. Eu não sei o porquê. Talvez porque fique mais bonito, mais tradicional? Ou porque eles são preguiçosos? Não sei :)

Up: o Marcos me lembrou de mencionar que em Florença é o local da Itália onde mais se come carne. Ou seja, se estiver com dúvida sobre o que é bom lá e o que deve pedir, já sabe que é a carne. Claro que ele não ia esquecer disso :P

quarta-feira, 6 de março de 2013

Culinária Local - Roma

Aquela grande expectativa de conhecer a verdadeira comida italiana me deixava ansiosa. Eu obviamente não acreditava quando alguém me dizia que a comida italiana no Brasil era melhor que na Itália, imagina, que absurdo! Quando chegamos em Roma já estava noite e ainda não tínhamos jantado, então perguntamos para o moço do hotel onde teria algum restaurante bom ali por perto mesmo. Ele nos indicou um restaurante que era num estilo fast food de comidas italianas, o "La Base", perto do Coliseu. Nós comemos e gostamos. Primeira coisa que veio à cabeça foi "Gente, se o fast food é bom, imagina a comida normal?". Acabamos nem tirando fotos, mas eu pedi um nhoque aos quatro queijos e o Marcos spaghetti apimentado ao alho e óleo. Adoramos os nossos pratos. As garçonetes conseguiam se comunicar em inglês, mas não davam muita atenção às mesas.

No segundo dia resolvemos comer em um restaurante "de verdade". O atendimento foi estranho, bem seco, nada de tentar agradar. Com muita expectativa pedi novamente um nhoque, dessa vez a bolognesa. Parecia muito com esses nhoques de restaurante "self service" aqui no Brasil. Aquela comida caseira meio feita nas coxas, uma massa meio pastosa sem graça.


O Marcos pediu frango com tomates. O que ele não imaginou é que ia vir aquela quantidade imensa de tomates, que ele nem tocou. Resumindo, ficamos meio decepcionados, mas eu logo falei "Escolhemos o lugar errado, não pode ser! Não vamos ser uma dessas pessoas que saem da Itália dizendo que a comida italiana no Brasil é melhor". Eu estava certa de que nós tivemos má sorte na escolha de restaurante e que ainda iríamos achar um bom.


Outro dia fomos a outro restaurante e eu pedi penne ao molho funghi. Não era ruim, mas ainda não era o que esperávamos. Mais parecia uma massa com molho da rede de fast food italiana Spoletto. Que não acho ruim, mas ainda é fast food e não é nem de longe o que nós queríamos provar estando na Itália.


O Marcos pediu penne aos quatro queijos. Também gostosinho, mas nada demais. Estávamos desacreditados de como podia ser que na Itália os restaurantes só nos trouxessem comida pré feita, estilo fast food. Cadê a famosa pasta italiana? A comida maravilhosa que todos esperamos?


O que eu via direto na rua e estava super curiosa para provar eram essas castanhas. Não podia ir embora sem experimentar. Não sei dizer que gosto tem, mas é bem sem graça hehe. Update 17/06/2013: Descobri que são castanhas portuguesas! Lá no blog da Executiva de Panela ela explica que o sabor da castanha não é mesmo marcante para comer puro, por isso fez um bolo, a receita aqui.


Agora uma dica de ouro: NUNCA coma em um restaurante na Itália sem perguntar o preço. Por mais bagaceiro que o lugar pareça. Isso pode funcionar no Brasil, você olha pro local e deduz que pela fuleiragem da comida deva ser muito barato. Isso não se aplica lá. Entramos em um restaurante perto do Vaticano (cuidado dobrado em locais turísticos!) que tinha comida no balcão em que você escolhia e a mulher servia o que você escolheu em um prato e esquentava no microondas. Isso mesmo, no microondas. Parecia obvio que era muito barato. Mas não era. Foi inclusive o segundo lugar mais caro que comemos em toda a viagem, perdendo apenas para o restaurante do Jamie Oliver, que não dá nem pra comparar. De qualquer maneira, sem saber, pedimos também o famoso gelato italiano. Eu pedi de pistache e o Marcos de chocolate. Sim, era bom, mas ainda perde feio pro Häagen-Dazs. Ainda mais pelos 12 euros que nos roubaram cobraram por cada um deles.



Passamos a pesquisar muito bem na internet antes de entrar em um restaurante. Fomos em um que eu não lembro o nome, mas que tinham boas indicações no Google. O atendimento foi realmente diferente dos restaurantes que fomos. O garçon era simpático, ao contrário da maioria que encontramos. A comida era boa, mas ainda não ganha de nenhum restaurante italiano que já fui aqui mesmo no Brasil. Pedi uma massa a bolognesa e o Marcos uma massa a carbonara.


Na nossa última janta na cidade acabamos achando um bom restaurante bem próximo ao hotel. Era um ambiente honesto, não era mais caro do que realmente valia e a comida era simples, mas bem feita. Eu pedi spaghetti ao vôngole (vulgo berbigão, pros manezinhos). Era realmente uma delícia. Fico imaginando como ficaria com um bom macarrão caseiro em vez do industrial que eles usam e abusam.


O Marcos pediu uma pizza margherita. Era uma boa pizza, provavelmente a melhor que provamos em Roma, mas a ideia de que aqui ainda é melhor insiste. Nossa esperança era que fosse assim só em Roma, que é uma cidade mais turística. Talvez fosse diferente em Florença e Veneza, que ainda iríamos visitar. Vamos descobrir nos próximos posts. :)


*Ah! Um detalhe interessante que percebemos é que em NENHUM restaurante, nunca vimos em nenhum local, ninguém comendo macarrão com ajuda de colher, como o pessoal aqui diz que se come na Itália...

segunda-feira, 4 de março de 2013

Culinária Local - Londres

Quanto tempo! Pra quem não sabe esse mês eu não estava no Brasil e só conseguia entrar na internet pelo celular, então ficava impossível postar aqui no blog, ainda mais com toda a correria. Mas agora eu estou aqui de volta e vou contar pra vocês um pouco sobre as comidinhas que vimos por onde eu e o Marcos fomos, começando por Londres. Conhecemos alguns lugares da Europa, como Londres, algumas cidades da Itália, algumas cidades da Alemanha e Paris.

Antes de irmos ouvimos muitas pessoas falarem que a comida em Londres não era boa. Como assim? Achamos uma delícia.

Como nem tudo é mar de rosas, quando chegamos no aeroporto ficamos esperando as malas até descobrir que elas foram perdidas pela companhia aérea. Pensa no desespero. Não tinha nem escova para dente ou cabelo. Com sorte tínhamos uma muda de roupa pra cada e roupa íntima para emergência na mala de mão. Tivemos que comprar tudo, desde shampoo a roupas de baixo. A mala do Marcos chegou dois dias depois, mas a minha eu já tinha dado como perdida. Nem acreditei quando a vi dentro da salinha da recepção do hotel. Resumindo a história, o primeiro dia comemos em um fast food ali perto mesmo. Um indiano muito engraçado e querido nos atendeu. Comemos uma pizza, sendo que pedimos a "menos" apimentada. Lição: eles não estão de brincadeira quando o assunto é pimenta. Nós estávamos chorando de tanta pimenta. Após retirar as pimentas da pizza conseguimos comer com um pouco de aflição, mas a pizza em si era boa.

Ainda bem perdidos, comemos em um restaurante indiano, que acabei nem lembrando de tirar foto. A comida é bem diferente, mas é boa. Um tempero meio adocicado, parecia ter leite de coco. O que mais tinha lá era restaurante indiano, então acabamos mais uma vez em restaurante indiano. Dessa vez comemos o tal masala, que é uma típica mistura indiana de temperos. Vinham vários potinhos com molhos com masala, arroz e uma massa fina bem simples (esse negócio de forma cilíndrica em cima da tudo). Preferimos o primeiro restaurante, mas o tempero em ambos foi bem parecido.


Finalmente fomos provar as comidas típicas. Começamos pelo tradicional Fish&Chips (peixe com batatas fritas), que é um peixe de rio. Apesar de eu não estar acostumada com peixe de rio achei bem gostosinho. O Marcos precisou colocar um pouco de sal, porque a comida lá na Europa é bem menos salgada do que aqui, pois eles se preocupam bastante com a saúde e acaba acostumando, a gente aqui é que enche tudo de sal. (Mais foto da minha cara)


Toda quinta feira em Covent Garden (a cidade é separada por várias regiões, os nomes são os mesmos das estações de metrô, que tem vááários pontos, caminhava um pouco e já achava uma estação com metrô de 2 em 2 minutos, um sonho de transporte público) tem uma feira em que tem barracas que preparam comida na hora com muita variedade. O pessoal compra o almoço lá e sai comendo.




Nós pedimos um sanduíche de cordeiro que o moço fazia a carne na chapa na hora. Eu não gostei muito porque era mal passado, mas o Marcos adorou.


O O'Neil's é uma rede de pubs em Londres que também serve comida. Muito boa diga-se de passagem. Eu pedi um frango com queijo, molho barbecue e cogumelos. Simplesmente divino.


O Marcos pediu um ensopado de carne de cordeiro que ele também adorou.


Foi tão bom que no dia seguinte resolvemos voltar! Dessa vez eu pedi uma torta de carne, outro clássico inglês, assim como fish and chips. Eles adoram essas tortas salgadas. Eu adorei também.


O Marcos, carnívoro que só, pediu carne, obvio. Dessa vez um steak bovino devidamente mal passado como é do seu gosto acompanhado de onion rings e batata frita. Tudo maravilhosamente preparado.


Nos despedimos de Londres e fomos conhecer os outros países, mas como nosso voo de volta era lá, voltamos e ficamos mais 3 dias. Na primeira semana que fomos eu já tinha ficado de olho nas novidades de sushi, então na volta para Londres fomos provar.

Tinham vários tipos diferentes de sushi, mas o que mais me deixou curiosa era esse com um tipo de omelete em cima. Fomos em um restaurante onde a gente escolhia as peças, que eram todas embaladas individualmente. Esse sushi com a omelete em cima eu achei bom, mas nada muito espetacular. Uma coisa que sempre ouvimos muito dos ditos "entendidos" era que o jeito que comemos o sushi aqui é errado, que encharcamos de molho shoyu, que o certo é só molhar um pouquinho. De fato, o certo é, mas o que eles não sabem é que o shoyu, pelo menos o que provamos lá fora, é muito diferente do que temos aqui. O gosto base é o mesmo, mas é bem mais forte e, portanto, colocar só um pouquinho realmente basta. Se colocar muito fica ruim, forte demais.


A noite resolvemos ir no restaurante do Jamie Oliver, o Fifteen. Na verdade foi uma decisão que tiramos meio a contra gosto, pois o que queríamos mesmo era ir no restaurante do Gordon Ramsay, no Savoy Hotel (sim, aquele mesmo do programa Hell's Kitchen). Infelizmente para jantar no restaurante do Gordon, pelo que pesquisamos, era obrigatório entrar com roupa formal e nós não levamos nenhuma para a viagem, então ficou inviável.

Imagem: http://entretenimento.r7.com/blogs/enodeco/2011/06/15/o-vinho-brasileiro-jamie-oliver-e-seus-4-vinhos-brasileiros/

A comida no Fifteen era impecavelmente preparada, mas não superou nossas expectativas, era simples demais, não havia a ousadia que se espera de um grande chef. O nhoque que eu pedi de entrada era perfeitamente cozido, mas o molho era bem sem graça.


O Marcos pediu de entrada ovo de pata com um tipo de farofa e em cima de algo que parecia uma echalota. Ele adorou a farofa, disse que era a melhor farofa que já comeu na vida, mas que ainda era só uma farofa.


Os pratos principais também deixaram a desejar. Comi um peito de frango bem comum com um purê que eu não faço nem ideia do que que era, só sei que provei e achei muito desgostoso.


O Marcos pediu carne de cordeiro, que dúvida. :P Diz ele que estava bom. Com cenoura e algum legume verde que ele "não tinha nem noção" do que era.


De sobremesa pedimos para nós dois uma Panna Cotta. Um pudinzinho de creme de leite. Bom, nada de mais, gosto de creme de leite. Esquecemos de tirar foto.

Dia seguinte fomos no O'Neil's de novo. Nos despedir da maravilhosa cerveja London Pride e jantar. Eu pedi mais uma vez o frango com barbecue e o Marcos comeu Fish&Chips. O destaque dessa vez foi pra sobremesa que ele pediu. Foi de dar inveja. Era um sorvete enorme, com bolacha e bolo de chocolate, tudo coberto com muito chantilly. Eu provei e achei maravilhoso, e olha que eu não costumo gostar de sorvete misturado com chocolate e bolacha.


A minha sobremesa até ficou ofuscada ali, mas ainda assim era boa. Um tipo de cheese cake com chocolate (eu já até tinha comido um pedaço).


O que eu não podia deixar de provar era o Froot Loops de lá. Alguém sabe me explicar porquê diabos o nosso Froot Loops não tem as rosquinhas azuis??


No último dia fomos em um pub "esportista" que ficava na estação de trem que nos levaria até o aeroporto, com vários quadros com camisas, luvas de boxe e etc. de atletas conhecidos. Os hamburgers eram uma delícia. Muito bem feitos e o pão muito bom, lembrava um pouco em a textura de uma rosca, levemente elástico.


Jantamos no aeroporto mesmo, em um pub. Como não estávamos com muita fome pedimos só entrada. Nós dois pedimos Eggs Royale, uma versão de Eggs Benedict que em vez de presunto vai salmão cru. Simplesmente maravilhoso, uma delícia mesmo.



E é claro, o mais importante: os ingleses são extremamente educados, sempre fomos bem atendidos nos restaurantes e quando precisamos de ajuda na rua qualquer um estava pronto para ajudar. Cidade com certeza inesquecível e a nossa preferida de toda a viagem!

Ah! Como pude esquecer? Existe uma loja perto da estação Bond Street, chamada Selfridges que é uma paraíso pra quem ama culinária. O andar de baixo é só de produtos para a cozinha. Olha que luxo essas KitchenAid de várias cores. Quase chorei. :P

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