quarta-feira, 11 de abril de 2012

Onion Rings (Anéis de Cebola)

Onion rings, anéis de cebola... Comidinhas de bar. E como é gostoso! Tão simples e tão gostoso., principalmente de for para acompanhar o tradicional suco de cevada :P E em casa pode ser uma boa opção para inovar.


Eu não tenho costume de fazer fritura em casa. Acho que fiz menos de 3 vezes aqui em casa, apenas pastel porque deu aquela vontade. Eu sei que não é a coisa mais saudável do mundo e que não devemos fazer sempre, mas também sou super a favor de que viver só fazendo e comendo tudo saudável é a coisa mais errada que tem! Ainda mais hoje em dia que parece que "tudo dá câncer", tudo faz mal. Se for viver assim também não tem porque viver. Sempre que me falam que algo faz mal eu lembro daquela piada do moço que vai ao médico perguntar se viveria até os 100 anos e esse lhe pergunta: "O senhor fuma? Bebe? Mantém relações sexuais? Usa drogas? Come frituras e fast foods?" e a todas as perguntas a resposta foi "não". O médico por fim pergunta: "Então PARA QUE DIABOS você quer viver até os 100 anos?". Claro que tudo sem exagero, gente, mas também não dá de se privar de tudo nessa viva a todo o tempo.

Depois de alguns rodeios vamos voltando ao assunto das onion rings... Fiz também um molhinho para acompanhar, mas só as cebolas em si já bastam. É que lembrei daquele molho com maionese apimentado que vem com a cebola do Outback e tentei fazer algo que lembrasse.

Ingredientes:

- 3 ou 4 cebolas
- 1 lata de cerveja gelada (ela que deixa a massa sequinha e croncante!)
- 1 ovo
- 1 colher de óleo
- 1 1/2 xícara de farinha (pode ser que precise mais)
- 1 pitada de sal
- pimenta do reino a gosto
- óleo para fritar

Corte a cebola em rodelas de mais ou menos meio centímetro, salgue levemente e reserve. Misture todos os ingredientes menos a cebola em uma tigela. Se a massa ficar muito líquida coloque mais farinha. Leve a massa para a geladeira por pelo menos 1 hora e só tire na hora de preparar os anéis. Aqueça bastante óleo em uma panela (já ouvi falar que quanto mais óleo usar na panela, menos fica na comida, não sei se procede...). O óleo deve estar bem quente, pois assim os anéis ficam mais certinhos, a massa gruda melhor. Vá mergulhando os anéis na massa e com a ajuda de um garfo retire-o da tigela da massa e passe para a panela com óleo bem quente, deixe dourar e retire com a ajuda de outro garfo limpo ou escumadeira, passando para um prato coberto de papel toalha. Vá fazendo fazendo as onion rings até acabar a cebola. Com o tempo o óleo da panela vai se enchendo de resto da massa que ficam na panela, então de tempo em tempo você pode "limpar" o óleo com um coador pequeno, passando por dentro do óleo como se tivesse limpando uma piscina (é, foi a melhor comparação que consegui). As minhas primeiras ficaram meio feinhas, mas aos poucos vai pegando o jeito.

Para o molho eu usei maionese feita com 1 ovo (a maionese tem a receita aqui), 1 pitada de sal, 1 pitada de pimenta do reino e orégano que coloquei no olhômetro.

* Obs: se quiser fazer menos, é só não colocar a cerveja inteira, coloca só 1 xícara de farinha e vai colocando a cerveja só até ficar uma massa líquida, porém espessa.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Pavlova de Banana

A Pavlova é uma sobremesa famosa que consiste basicamente em uma base de suspiro com creme de leite batido e frutas por cima. Eu estava com algumas claras na geladeira depois de usar as gemas para outra receita, então achei que seria uma boa opção. As frutas mais comuns de serem usadas na pavlova são morangos ou outras frutas vermelhas. Eu adoro morangos, mas o Marcos não gosta (pois é, não sei como isso é possível) e como eu não ia fazer uma sobremesa para comer sozinha, resolvi fazer algo que ambos gostássemos: banana caramelizada.


Ao contrário dos tradicionais morangos refrescantes, essa sobremesa ficou mais doce e receptiva para o inverno.

Ingredientes:

- 2 bananas grandes ou 3 médias
- 3 colheres de açúcar mascavo ou refinado para as bananas (usei mascavo, mas o Marcos achou que podia ter ficado mais doce)
- 2 colheres de conhaque
- 4 claras
- 1 xícara de açúcar
+ 1 colher de sobremesa de açúcar para adoçar o creme de leite batido (opcional)
- 1 colher de chá de essência de baunilha
- 1/3 de xícara de creme de leite fresco (pode usar chantilly pronto, mas esses chantillys que vendem no supermercado são nada mais que uma mistura de creme vegetal mal intencionado)

Bata as claras até ficarem em neve e então junte o açúcar aos poucos, batendo até que fique brilhante (lembrando que a tigela não pode estar nem um pouco úmida, é muito comum dar errado e a pessoa não saber porquê, e é por causa de qualquer vestígio de água ou gordura). Em uma forma forrada com papel manteiga faça uma base em formato circular com as claras batidas e uma espátula (se ajudar desenhe um círculo à lápis).


Coloque em forno pré aquecido a 150º por 1 hora e 30 minutos (se o seu forno for como o meu e o mínimo é 180º siga a dica dos menos abastados: ligue o forno a 180º e deixe uma colher de pau presa à porta, como na foto). Minha base de suspiro não ficou bem sequinha, ficou mais macia, quase lembrando marshmallow, então se preferir mais durinho deixe mais tempo.


Desligue o forno e deixe o suspiro esfriar dentro do forno. Bata o creme de leite fresco até ficar quase em ponto de chantilly (cuidado para não bater demais, pois ficará em grumos) e misture o açúcar (usei baunilhado). Pique as bananas e coloque o açúcar mascavo ou refinado em uma frigideira alta. Junte 1 colher de água, caramelize o açúcar levemente e misture as bananas picadas. Deixe cozinharem por uns 2 ou 3 minutos e coloque o conhaque, esperando evaporar ou flambando (se for flambar, uma maneira bem segura é colocando o conhaque em uma concha de inox e levar a uma boca de chama do fogão esperando até pegar fogo e então jogar nas bananas, ou se for mais corajoso pode usar outras técnicas, como colocar fogo diretamente na panela).

Cuidadosamente retire a pavlova da forma e passe para um prato. Cubra com o creme de leite batido e as bananas caramelizadas.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Banana: Como Conservar

Testado e aprovado! Sabe aqueles e-mails que gente recebe daquele tio que fica mandando milhares de PPS? Esse era um que estava rolando. O tal do segredo para fazer a banana durar mais, não escurecer e não ficar cheia de mosquinhas.

Dizia que para conservar bem a banana devemos cortar a parte que liga as bananas fora. E assim as bananas amadureceriam sem estragar tão rápido e as mosquinhas também não apareceriam ou diminuiriam muito. Outra dica era guardar as bananas sempre fora da geladeira, pois a banana dentro da geladeira fica preta.


O que posso dizer é que funciona! Não sei porquê nem como, mas realmente dá certo. Já deixei de comprar muita vezes porque era só pra mim e o cacho de banana estragava rapidamente e enchia de mosquinhas de fruta. Agora dá pra comprar bananas tranquilamente!

Patê de Linguiça "Blumenau"

Quando minha mãe fazia esse patê a família toda só queria saber dele, o resto das coisas na mesa nem eram olhados. Tanto o patê de linguiça quanto o atum ou sardinha, todos com a mesma base: a maionese caseira! Já passei a receita da maionese caseira aqui, qualquer coisa com ela fica maravilhosa.

E essa linguiça Blumenau? É aquela linguicinha que a gente vê pendurada perto dos salames, em perninhas. Dizem as boas línguas que as melhores são aquelas da marca que tem uma lingueta verde e amarela. Ela é bem macia, se desmancha toda. Pra falar a verdade quando saímos aqui do Sul já não encontramos mais essa linguiça... Triste, pois é uma delícia. Mas na falta dá de usar linguiça defumada.



Ingredientes:

- maionese feita com 1 ovo (receita aqui)
- 1/2 perna de linguiça Blumenau/defumada

Bata a maionese (lembrando que se for apenas 1 ovo é melhor bater no mixer, se forem mais já pode usar o liquidificador se preferir), tire a pele da linguiça (molhe a linguiça para facilitar a retirada da pele, faz muita diferença!) e bata a linguiça junto à maionese (não  muito, só pra misturar). E é isso! :) E fica incrível de gostosa.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Arroz Doce com Baunilha (de arroz arbóreo)

Eu sei que para muitos não deve ser nenhuma novidade, mas quando vi na televisão fazerem arroz doce com arroz arbóreo eu achei o máximo, nunca tinha visto. Sempre comi arroz doce com arroz comum e nem era tão chegada, mas fiquei imaginando que com o arbóreo seria ótimo, afinal ele é perfeito pra isso, pois esse arroz fica sempre muito cremoso e os grãos macios. Ao pesquisar um pouco na internet vi que o arroz doce de arbóreo não era novidade mesmo, mas mesmo assim foi um achado pra mim! Essa receita ainda leva poucos ingredientes e fica maravilhoso.

O programa que eu estava assistindo era aquele Kitchen Boss, do Travel and Living Channel, e sabe que nesses programas normalmente as receitas vão passando tão rápido que a gente só consegue captar a ideia. Bom, dando uma pesquisada na internet e com mais ou menos o que eu lembrava do programa, resolvi fazer um arroz doce com baunilha italianíssimo, como o senhor Kitchen Boss.


O que posso dizer do resultado? Ficou incrível. O sabor da baunilha natural é uma das melhores coisas que tem. Já falei sobre a baunilha aqui (inclusive falei sobre ter guardado uma fava de baunilha do extrato para fazer alguma receita e essa pareceu perfeita), mas quem não encontrar pode tentar algum resultado com essências. Não vai ficar nem de perto tão cheiroso, mas se você não conhece ainda a verdadeira essência de baunilha talvez nem note a falta. Quem conhece a baunilha nunca volta pra essência artificial!

Ingredientes:

- 1 xícara de arroz arbóreo
- 1 litro de leite
- 1 fava de baunilha
- 1 xícara de açúcar
- 2 gemas de ovo (uso caipira)

Primeiro corte a fava de baunilha com uma faca afiada no sentido do comprimento deixando unida a extremidade viradinha (a minha acabei cortando toda sem querer, mas nem sei se faz diferença), então passe a ponta da faca pelo interior da baunilha para tirar a sua polpa e reserve (parecem uns pontinhos pretos). Aqueça o leite em uma panela, junte metade do açúcar, a polpa da baunilha e a fava da baunilha também.


Deixe aquecendo o leite até ferver, mas mexa sempre para evitar que crie nata por uns 3 minutos. Retire a fava da baunilha (não joga fora, lê mais em baixo!) e junte o leite ao arroz arbóreo. Deixe cozinhar em fogo baixo e mexa sempre até o arroz ficar cozido (prove), mas não deve ter secado o leite! Quando desliguei estava assim:


Se achar que ainda está cru e o leite já secou demais junte um pouco mais de leite. Em uma tigela bata as gemas com o restante do açúcar.


Junte às gemas uma concha do arroz pronto e mexa bem rápido (usei fouet), evitando que os ovos cozinhem. Vá colocando mais duas conchas do arroz aos poucos e mexendo sempre e depois misture ao restante do arroz.

E aí há quem prefira comer quentinho e quem prefira comer gelado, só escolher. Eu provei dos dois, claro! Nem sei dizer qual o melhor, mas gelado ele seca bastante, mas ainda fica bem cremoso e parece não tão doce quanto o quente.

Esse arroz doce fica definitivamente diferente dos que já provei, que normalmente levam leite de coco e lembram gosto de canjica. Esse fica com um gostinho maravilhoso de creme de baunilha de cor levemente amarelada.

Ah! E a fava de baunilha que foi usada no leite ainda pode ser aproveitada! Sim! Nada de jogar fora essa fava cheirosa. Basta lavar para tirar os resíduos de leite, colocar em um pote, cobrir com açúcar e você terá um maravilhoso e original açúcar baunilhado. Não sei exatamente quanto tempo precisa esperar pra ficar bom, mas posso dizer que após um dia que a fava ficou dentro do açúcar eu já conseguia sentir aquele aroma divino.

terça-feira, 27 de março de 2012

Lasanha de Espinafre (com Cream Cheese)

Espinafre de novo?! Sim, adoro espinafre e há uma imensidão de receitas que podemos fazer com ele. Mas o clássico dos clássicos: lasanha! Porque todo mundo adora uma lasanha! Seja do que for, é sempre uma boa pedida.


Nem sempre temos todos os ingredientes que queremos em casa, sempre falta alguma coisa. Dessa vez pra mim faltou mozarela. Só tinha uma fatia, então pensei como contornar a situação de ter uma lasanha sem queijo. Bom, sem queijo não, até tinha parmesão, mas bom mesmo é entupir a lasanha de mozarela. O jeito foi usar o cream cheese. Não é que ficou bom? Nem deu pra notar (muito) a falta do queijo mozarela.

Como era só para duas pessoas não fiz muito, porque não gosto que sobre comida, mas quem gosta de sair "mais que satisfeito" da mesa basta fazer mais camadas de massa e recheio, aumentando a quantidade de molho branco e de massa para quanto a fome mandar. A massa que usei foi essa aqui, que vai direto ao forno.


Ingredientes:

- 4 folhas de massa para lasanha fresca (quem preferir - e tiver disposição - pode e deve fazer caseira)
- 2 xícaras de molho branco (eu fiz caseiro, com manteiga, leite, farinha, 1/3 de cebola e 1 dente de alho e passei no mixer para não ficar nenhum pedaço)
- 1/2 pacote de espinafre congelado (150 g)
- +/- 4 colheres cheias de cream cheese
- sal a gosto
- queijo parmesão ralado a gosto
- noz moscada ralada opcional
- coloquei 1 fatia queijo mozarela porque era tudo que eu tinha, mas quem tiver não economiza no queijo!

Ferva água o bastante para cobrir o espinafre e junte-o deixando cozinhar por uns 3 minutos se não estiver congelado ou, se estiver, espere descongelar na própria água e conte mais 3 minutos fervendo. Enquanto isso vá fazendo o molho branco como aqui nesse post, mas se preferir acrescente a cebola e o alho picados suando na manteiga antes de colocar a farinha e depois passe no mixer. Escorra bem o espinafre em uma peneira, apertando bem para tirar todo o excesso de água e misture ao molho branco. Salgue e acrescente noz moscada ralada, provando para acertar o sal.


Em uma forma refratária espalhe um pouquinho (pouquinho mesmo) do molho, apenas para não queimar a lasanha por baixo e coloque a primeira camada de massa. Espalhe uma colher de cream cheese pela massa e junte e espalhe também umas três colheres do molho (relei um pouquinho de queijo parmesão também).


Coloque a massa por cima e repita a operação até acabar a massa (se preferir faça mais camadas) e por cima vai a última camada e bastante queijo parmesão ralado. Ainda ralei um pouco de noz moscada por cima. Aí é só levar ao forno pré aquecido de acordo com as instruções da embalagem da massa.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Sushi, Sou Fiasco e Camarão para Niguiri

Não posto aqui há 500 anos, eu sei, mas tenho uma boa explicação. Infelizmente estou em semestre de monografia, então as aulas começaram e o desespero bate, então o blog acabou ficando de lado um pouquinho, mas não desisti dele, não! Estou firme e forte, apenas não vou mais poder ter muitos posts frequentes pelo menos esse semestre.

Final de semana retrasado (sim, retrasado, e só estou postando agora) fizemos (eu e o Marcos) sushi de novo aqui em casa, com a Lais e o Alexandre, mas dessa vez meu sistema imunológico resolveu tirar com a minha cara. Poucas horas antes de começar o sushi eu comecei a passar mal e ter dores, até descobrir mais tarde que estava com 38,5º de febre. Aí eu, que ia fazer o sushi, acabei fazendo o fiasco de deixar que a visita fizesse sozinha! Haha, mas até consegui fazer alguns. A Lais nunca tinha feito sushi e se saiu muito bem, ainda mais com a péssima professora que fui nessa noite (sentada numa cadeira tomando água enquanto tentava fazer alguma coisa na cozinha). Esses da foto são os primeiros que ela fez :)


E ela ainda levou sobremesa! Olha que fiasco que eu sou! Torta deliciosa de chocolate com licor de cassis (foto tirada por ela).


Mas pra me redimir um pouquinho só nesse post vou mostrar a técnica pra deixar os camarões retinhos para fazer niguiris ou sashimi de camarão.

Vi algumas pessoas fazerem com o camarão com casca e descascarem depois de cozidos, mas achei mais simples e com o mesmo resultado descascar antes de cozinhar os camarões. Não esqueçam de deixar o rabinho do camarão, pois é assim que servem nos restaurantes :)

Enfim, Descasque o camarão deixando o rabo, pegue palitinhos de madeira e espete o camarão do começo até o rabo, deixando-o retinho. 


Faça isso com todos os camarões e ferva uma panela com água e um pouquinho só de sal. Quando a água estiver fervendo junte os camarões e cozinhe por 2 minutos e retire. 


Coloque-os em uma tigela com água e gelo para gelarem e já pode tirar os palitos. Quando for fazer niguiris, corte o camarão ao meio pela parte de baixo e no sentido do comprimento, mas sem separá-los por inteiro.
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